Seja Bem Vindo, Este blog é Dedicado aos Profissionais de Enfermagem, Apresentando Experiências, Informações e Capacitação

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

SISTEMA ESQUELÉTICO

Vamos falar desse assunto que é osso?

Antes de qualquer coisa, para entender melhor do assunto, vamos ver o que vem ser anatomia, posição anatômica e planos anatômicos.

Anatomia, nada mais é que a ciência que estuda a estrutura do corpo dos seres vivos seja ela macroscópica ou microscópica.

A posição anatômica vem a ser a postura do corpo para descrever as posições dos órgãos, osso e demais componentes do corpo humano, onde o corpo estudado deve ficar ereto (de pé), face voltada para frente com olhar dirigido para o horizonte, membros superiores pendentes com as palmas das mãos voltadas para frente e membros inferiores unidos, com as pontas dos pés dirigidas para frente, feito isso o corpo na posição anatômica pode ser dividido em planos anatômicos.



Cranial ou superior; dorsal ou posterior; lateral esquerdo ou direito;





As secções dos planos anatômicos são:

  • PLANO SAGITAL: divide em duas metades verticalmente (direito e esquerdo).
  • PLANO SAGITAL MEDIANO: também verticalmente, passando pela linha mediana do corpo dividindo em duas metades simétricas.
  • PLANO CORONAL OU FRONTAL: divide o corpo em porções anterior e posterior na vertical.
  • PLANO HORIZONTAL OU TRANSVERSAL: divide em porções superior e inferior na horizontal.

Agora sim, sabendo mais do assunto de anatomia podemos voltar para o esqueleto.

O osso é formado por um tipo de tecido conjuntivo (tecido ósseo), possuindo vasos sanguíneos e nervos, podendo crescer e se recuperar de um trauma.

O esqueleto humano adulto tem aproximadamente 206

ossos, podendo variar em algumas situações.

A função do esqueleto vem a ser de sustentação; proteção de alguns órgãos internos; armazenamento de minerais (principalmente cálcio e fósforo); produção de células sanguíneas através da medula óssea; homeostase de acido-base (mantém equilíbrio, absorvendo sais alcalinos) e também serve de apoio para os músculos.

TIPOS DE OSSOS

Em relação ao formato do osso, existem três tipos principais de osso.

  • OSSOS LONGOS: quando o comprimento do osso é maior que a largura e espessura, formada de tecido ósseo compacto (diáfise) e tecido ósseo esponjoso (epífise e metáfise). EX: fêmur
  • OSSOS CURTOS: equivalem as mesmas dimensões (comprimento, largura e espessura) formando um osso mais ou menos cúbico. EX: metacarpos
  • OSSOS LAMINARES OU PLANOS OU CHATOS: ossos finos, que o comprimento e a largura predominam a espessura. EX: escápula
  • OSSOS IRREGULARES: não há forma geométrica definida. EX: vértebras
  • OSSOS PNEUMÁTICOS: ossos ocos, denominados seios. EX: esfenóide
  • OSSOS SESAMÓIDES: ossos que desenvolvem na substância de certos tendões ou na cápsula fibrosa que envolve certas articulações, como por exemplo, a patela.

DIVISÃO DO ESQUELETO

O esqueleto pode ser divido em:

  • ESQUELETO AXIAL: cabeça, coluna vertebral e caixa torácica.
  • ESQUELETO APENDICULAR: membros superiores (braços, antebraços e mãos) e membros inferiores (pélvis, coxa, perna e pé).

REFERÊNCIAS:

ZORZI, R.; STARLING, I.G. Corpo Humano: órgãos, sistemas e funcionamento. Rio de Janeiro: Senac Nacional, 2010.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Posi%C3%A7%C3%A3o_anat%C3%B4mica

http://pt.wikipedia.org/wiki/Osso

http://www.google.com.br/imghp?hl=pt-br&tab=wi

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Unidade do Cliente - Limpeza Terminal e Concorrente


A unidade do cliente é aquela ocupada por ele, constituída basicamente de mesa de refeições, escadinha, cama, travesseiro, criado-mudo, suporte de soro e cadeira. Todo o espaço físico, imobiliário e equipamentos necessários para a acomodação do cliente durante a sua internação constituem a unidade do cliente.
A cama deve conter mecanismo para poder ser abaixada e levantada. Em algumas instituições é ajustada por controle elétrico para que o cliente possa manuseá-la sem gastar muita energia.
As camas devem possuir sistemas que permita assumir diversas posições para auxiliar no tratamento do cliente ou facilitar a realização dos inúmeros procedimentos.
Devem dispor de acessórios de segurança: cabeceira removível, rodas com travas e grades.

Limpeza da Unidade do Cliente

A limpeza visa promover o bem estar do cliente e principalmente protegê-lo de possíveis infecções.Existem dois procedimentos distintos relacionados à limpeza da unidade: limpeza concorrente e terminal, ambas realizadas pela enfermagem. Muitas instituições de saúde já têm implantado o serviço de hospitalidade (hotelaria). É o caso da camareira hospitalar, que tem como atribuição principal efetuar limpezas concorrentes e terminais da unidade de internação, exceto limpeza de equipamentos.

LIMPEZA CONCORRENTE: limpeza diária com água e sabão ou detergente próprio, objetivando proporcionar o bem estar do cliente e diminuição de infecção. A limpeza concorrente ocorre uma duas vezes ao dia, ou quando necessário, na unidade do cliente. Devemos lembrar que cada instituição tem a sua rotina, que deve ser obedecida.

LIMPEZA TERMINAL : limpeza ou desinfecção da unidade do cliente reduzindo sujidade e infecção. É feita após transferências, altas, internação prolongada do cliente no mesmo ambiente (cada sete ou quinze dias) e óbitos. Consiste na limpeza da cama, colchão, estrados da cama, travesseiro, mobiliário e equipamentos.

Importante revisar alguns termos:

Limpeza: remoção de microrganismos e sujidades em qualquer superfície e em objetos, realizado com a aplicação de água e sabão ou detergente e por ação mecânica. Para que um artigo possa passar por um processo de desinfecção e esterilização, os ,mesmos devem previamente serem limpos.

Desinfecção: processo físico ou químico pelo qual são destruídos microrganismos em sua forma vegetativa, menos os esporos, em objetos e superfícies.
Descontaminação44: processo para reduzir o número de microrganismos para tornar seguro o manuseio.
Esterilização: processo de agentes químicos ou físicos em que todas as formas de vida microbiana, vegetativas e esporuladas são destruídas.
Matéria orgânica: sangue, pus, líquor, tecidos, secreções.
Anti-sepsia: processo de eliminação ou inibição do crescimento de microrganismos na pele e nas mucosas, menos esporos. É o emprego de substâncias anti-sépticas, como por exemplo, antes da passagem de SVD, punção venosa, etc.
Assepsia: Conjunto de medidas adotadas para evitar a chegada de microrganismos a local que não os contenha. Ausência de microrganismos ou de impurezas.
Anti-sépticos: soluções de baixa causticidade e hipoalergênicos; classificados como bacteriostáticos e bactericidas. Ex: álcool a 70%, PVPI, Clorexidina, etc.
Desinfetantes: Substâncias que destroem os microrganismos vegetativos, empregados em objetos e superfícies. Ex: álcool a 70%, Hipoclorito de sódio, glutaraldeído, etc.
Detergentes: solução que tem como objetivo limpar por meio da redução da tensão superficial, dispersão, suspensão e emulsificação da sujeira.
Artigos Críticos: equipamentos ou materiais que entram na pele, em mucosas, tecidos estéreis ou no sistema vascular do cliente. Exemplo: cateteres.
Artigos semicríticos: que tem contato com pele não íntegra, membranas e mucosas íntegras. Exemplo: equipamentos respiratórios.
Artigos não críticos: contato com pele íntegra, mas não com mucosas. Exemplo: aparelho de pressão.
Áreas Críticas: risco potencial de adquirir infecções. Ex: UTI, sala de parto, sala de cirurgia, CME, etc.
Áreas Semi-Críticas: ocupadas por clientes com doenças de baixa transmissibilidade e doenças não infecciosas. Ex: Enfermarias.
Áreas não-críticas: áreas não ocupadas por pacientes: Ex: administração, diretoria, etc.

Limpeza Terminal

Objetivos:

Preparar para receber outro paciente diminuindo os riscos de infecção cruzada e proporcionar conforto e segurança ao paciente, mantendo o ambiente limpo e agradável.

Material:

  • Hamper
  • Luvas de procedimentos
  • Baldes/ Bacias
  • Água, sabão ou solução desinfetante padronizado pela instituição
  • Panos de limpeza
  • Saco de Lixo

Procedimentos:

1. Lavar as mãos
2. Reunir o material e encaminhar ao quarto
3. Arejar o ambiente mantendo as janelas abertas
4. Retirar pertences desnecessários ( biombo, ambú, umidificador, etc.)
5. Encaminhar comadre e papagaio
6. Retirar roupas de cama colocando no Hamper. Atentar para presença de
material perfurocortante
7. Preparar o material – bacia com água e sabão e/ou produto padronizado na
instituição colocando na escada ou em carrinho auxiliar
8. Limpar mesa de refeição – menos os pés
9. Limpar a mesa de cabeceira nas partes externas e internas – menos os pés
10.Limpar suporte de soro – menos os pés
11.Limpar a cadeira – menos os pés
12.Limpar uma face do travesseiro e colocar sobre a cadeira (limpo com limpo) e limpar a outra face
13.Limpar a superfície do colchão que fica em contato com o cliente iniciando pela parte superior (metade/metade) e as suas laterais. Abaixar as grades para facilitar
14.Dobrar o colchão no sentido cabeceira/pés e limpar o lado oposto superior do colchão, estrado, lateral da cama e painel da cabeceira
15.Inverter a posição do colchão no sentido pés/cabeceira e limpar o lado oposto inferior do colchão, estrados, lateral da cama, painel dos pés e manivelas
16. Limpar as grades
17.Limpar pés da mesa de refeição, mesa de cabeceira, suporte de soro, cadeira e cama
18.Limpar escada
19.Recolher o material e encaminhar ao expurgo
20. Manter unidade em ordem
21.Retirar luvas e lavar as mãos
22.Solicitar limpeza terminal do quarto
23.Proceder arrumação da cama.

Importante:

-A limpeza deve ser realizada em sentido único
-Seguir seqüência de limpeza não sujando áreas já limpas
-Trocar água sempre que necessário

Limpeza Concorrente

Objetivos:

Proporcionar conforto e segurança, mantendo o ambiente limpo e agradável e minimizar infecção

Material:

  • Hamper
  • Luvas de procedimentos
  • Baldes/ Bacias
  • Água, sabão ou solução desinfetante padronizado pela instituição
  • Panos de limpeza
  • Saco de Lixo

Procedimentos:

A seqüência da limpeza concorrente deve seguir a mesma da limpeza terminal, porém o profissional avaliará, no determinado momento, o que será possível .
1. Lavar as mãos
2. Reunir o material e encaminhar ao quarto
3. Explicar ao cliente o procedimento
4. Retirar objetos da mesa de refeição e da mesa de cabeceira
5. Limpar mesa de refeição
6. Limpar mesa de cabeceira
7. Limpar suporte de soro
8. Limpar cadeira
9. Limpar travesseiro
10.Limpar colchão na parte superior e lateral e parte do estrado que fica exposta
11.Limpar painel da cabeceira e dos pés
12.Limpar grades
13.Considerar a necessidade da limpeza da escada
14.Encaminhar material ao expurgo e deixar a unidade em ordem
15.Retirar luvas e lavar as mãos
16.Realizar arrumação de cama.



Referências Bibliográficas:

SILVA, C.R.L.da, et al. Fundamentos de Enfermagem. In: FIGUEIREDO, N.M.A. de; VIANA, D.L; MACHADO, W.C.A. Tratado Prático de Enfermagem. 2.ed. São Caetano do Sul: Yendis Editora, 2008. v.1. cap.13. p. 365-488.


PIANUCCI, A. Saber cuidar: procedimentos básicos em enfermagem.11.ed. São Paulo: Editora Senac, 2007.


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Processamento de artigos hospitalares


Descontaminação, é o processo que visa destruir microrganismos patogênicos, utilizado em artigos contaminados ou em superfície ambiental, tornando-os, conseqüentemente, seguros ao manuseio.
Pode ser realizada por processo químico, no qual os artigos são imersos em solução desinfetante antes de se proceder a limpeza; por processo mecânico, utilizando-se máquina termodesinfectadora ou similar; ou por processo físico, indicando-se a imersão do artigo em água fervente durante 30 minutos
A limpeza é o ato de remover a sujidade por meio de fricção e uso de água e sabão ou soluções detergentes. Há várias fórmulas de detergentes disponíveis no mercado, variando do neutro a específicos para lavadoras. Ainda nesta classificação, podemos apontar os enzimáticos utilizados para limpeza de artigos por imersão, bastante recomendados, atualmente, por sua eficácia na limpeza - são capazes de remover a matéria orgânica da superfície do material em tempo inferior a 15 minutos (em média, 3 minutos), não danificam os artigos e são atóxicos e biodegradáveis.
Limpar é procedimento que deve sempre preceder a desinfecção e a esterilização; quanto mais limpo estiver o material, menor a chance de falhas no processo. A matéria orgânica, intimamente aderida ao material, como no caso de crostas de sangue e secreções, atua como escudo de proteção para os microrganismos, impedindo que o agente desinfetante/esterilizante entre em contato com a superfície do artigo, tornando o procedimento ineficaz.
Para a realização da descontaminação e limpeza dos materiais, recomenda-se adotar as seguintes medidas:
. os procedimentos só devem ser feitos por profissionais devidamente
capacitados e em local apropriado (expurgo);
. sempre utilizar sapatos fechados, para prevenir a contaminação
por respingos;
. quando do manuseio de artigos sujos, estar devidamente paramentado com equipamentos de proteção: avental impermeável, luvas de borracha antiderrapantes e de cano longo,óculos de proteção e máscara ou protetor facial;
. utilizar escovas de cerdas macias, evitando a aplicação de materiais abrasivos, como palhas de aço e sapólio;
. as pinças devem estar abertas quando de sua imersão na solução;
. desconectar os componentes acoplados, para uma efetiva limpeza;
. enxaguar os materiais em água corrente potável;
. secar os materiais com tecido absorvente limpo, atentando para
o resultado da limpeza, principalmente nas ranhuras das pinças;
. armazenar o material ou encaminhá-lo para desinfecção ou esterilização.

Desinfecção é o processo de destruição de microrganismos em estado vegetativo (com exceção das formas esporuladas, resistentes ao processo) utilizando-se agentes físicos ou químicos. O termo desinfecção é aplicado tanto no caso de artigos quanto de superfíciesambientais.
A desinfecção pode ser de:
. alto nível: quando há eliminação de todos os microrganismos e de alguns esporos bacterianos;
. nível intermediário ou médio: quando há eliminação de micobactérias (bacilo da tuberculose), bactérias na forma vegetativa, muitos vírus e fungos, porém não de esporos;
. baixo nível: quando há eliminação de bactérias e alguns fungos e vírus, porém sem destruição de micobactérias nem de esporos.
Os processos físicos de desinfecção são a pasteurização e a água em ebulição ou fervura. A pasteurização é uma desinfecção realizada em lavadoras automáticas, com exposição do artigo em água a temperaturas de aproximadamente 60 a 90 graus centígrados por 10 a 30 minutos, conforme a instrução do fabricante. É indicada para a desinfecção de circuitos de respiradores.
A água em ebulição ou fervura é utilizada para desinfecção de alto nível em artigos termorresistentes. Consiste em imergir totalmente o material em água fervente, com tempo de exposição de 30 minutos, após o que o material é retirado com o auxílio de pinça desinfetada e luvas de amianto de cano longo. Em seguida, deve ser seco e guardado em recipiente limpo ou desinfetado . ressalve-se que esse procedimento
é indicado apenas nas situações em que não se disponha de outros métodos
físicos ou químicos.
A desinfecção de artigos hospitalares por processo químico é feita por meio de imersão em soluções germicidas. Para garantir a eficácia da ação faz-se necessário: que o artigo esteja bem limpo, pois a presença de matéria orgânica reduz ou inativa a ação do desinfetante; que esteja seco, para não alterar a concentração do desinfetante; que esteja totalmente imerso na solução, sem a presença de bolhas de ar; que o tempo de exposição recomendado seja respeitado;
que durante o processo o recipiente seja mantido tampado e o produto esteja dentro do prazo de validade. 
 
Esterilização é o processo utilizado para destruir todas as formas de vida microbiana, por meio do uso de agentes físicos (vapor saturado sobre pressão . autoclave e vapor seco . estufa) e químicos (óxido de etileno, plasma de peróxido de hidrogênio, formaldeído,glutaraldeído e ácido peracético).
A esterilização pelo vapor saturado sob pressão é realizada em autoclave, que conjuga calor, umidade, tempo e pressão para destruir os microrganismos. Nela podem ser esterilizados artigos de superfície como instrumentais, baldes e bacias e artigos de espessura como campos cirúrgicos, aventais e compressas, e artigos críticos e semicríticos termorresistentes e líquidos.
Na estufa, o calor é produzido por resistências elétricas e propaga-se lentamente, de maneira que o processo é moroso e exige altas temperaturas - vários autores indicam a esterilização por esse método apenas quando haja impossibilidade de submeter o material à autoclavação, como no caso de pós e óleos.
O material a ser processado em estufa deve ser acondicionado em caixas metálicas e recipientes de vidro refratário..
O quadro a seguir apresenta os principais desinfetantes químicos utilizados em artigos hospitalares, e os principais esterilizantes químicos:




Fonte: BRASIL, Ministério da Saúde. Manual de controle de infecção hospitalar. Brasília: Centro de Documentação do Ministério da Saúde, 1985.
PADOVEZE, MC; DEL MONTE, MCC. Limpeza e desinfecção de artigos. In: APECIH - Limpeza, desinfecção de artigos e áreas hospitalares e antissepsia, 1999
ARAÚJO, EMPA. Infecção da corrente sangüínea. In: LEVY, CE (coord.) - Manual de Microbiologia Clínica aplicada ao controle de infecção hospitalar. São Paulo: APECIH, 1998.
DEL MONTE, MCC. Processos físicos. In:RODRIGUES, E. Infecções hospitalares: prevenção e controle. São Paulo: Sarvier,1997, p. 404-20.

Fonte de infecção relacionada a artigos hospitalares

Denominam-se artigos hospitalares os materiais empregados com o objetivo de prevenir danos à saúde das pessoas ou de restabelecê-la, necessários aos cuidados dispensados. Eles têm grande variedade e as mais diversas finalidades, podendo ser descartáveis ou permanentes,e esterilizáveis ou não.
A equipe de enfermagem tem importante papel na manutenção dos artigos hospitalares de sua unidade de trabalho, seja em ambulatórios, unidades básicas ou outros setores em que esteja atuando. Para sua previsão e provisão, deve-se levar em consideração as necessidades de consumo, as condições de armazenamento, a validade dos produtos e o prazo de esteriliza-ção. Os artigos permanentes devem ter seu uso assegurado pela limpeza,desinfecção, descontaminação e esterilização.
Classificação de artigos hospitalares
Os artigos utilizados nos serviços de saúde são classificados em três categorias, conforme o grau de risco de provocar infecção nos pacientes.

Fonte : PADOVEZE, MC; DEL MONTE, MCC. Limpeza e desinfecção de artigos. In: APECIH - Limpeza, desinfecção de artigos e áreas hospitalares e antissepsia, 1999, p. 4-26.

Classificação das áreas hospitalares


A freqüência da limpeza varia de acordo com as áreas do hospital. Da mesma maneira que os artigos, as áreas hospitalares também foram classificadas de acordo com os riscos de infecção que possam oferecer aos pacientes:
Fonte:BRASIL, Ministério da Saúde. Manual de controle de infecção hospitalar. Brasília: Centro de Documentação do Ministério da Saúde, 1985.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Fonte de infecção relacionada à equipe de saúde

A equipe de saúde tem importante papel na cadeia de transmissão da infecção hospitalar ou domiciliar. As práticas adotadas para sua prevenção visam controlar a propagação de microrganismos que habitam o ambiente hospitalar e diminuir os riscos do paciente vir a adquirir uma infecção.
Por outro lado, tanto as medidas gerais como as específicas de prevenção e controle de infecção implantadas na instituição também direcionam-se para proteger o próprio trabalhador que ali desempenha sua função, quer seja prestando assistência direta ao paciente, como no caso do auxiliar de enfermagem ou do enfermeiro, quer seja indiretamente, como o funcionário da higiene hospitalar, da lavanderia ou da nutrição e dietética.
Toda a equipe de saúde tem responsabilidade com relação à prevenção da infecção hospitalar, devendo fazer correto uso das técnicas assépticas, dos equipamentos de proteção individual (EPI) e ou coletivo (EPC), quando necessário. Por sua vez, o empregador tem a responsabilidade de disponibilizar os recursos necessários à efetivação desses cuidados.
A prevenção e o controle da infecção fundamentam-se nos princípios de assepsia, mediante a utilização de medidas para impedir a penetração de microrganismos (contaminação) em local onde não estejam presentes.
As técnicas de assepsia devem ser utilizadas por todos os profissionais de saúde em todos os procedimentos, e são agrupadas sob a denominação de assepsia médica e cirúrgica. A primeira, refere-se às medidas adotadas para reduzir o número de microrganismos e evitar sua disseminação; a segunda, para impedir a contaminação de uma área ou objeto estéril.
As medidas que visam reduzir e prevenir o crescimento de microrganismos em tecidos vivos são denominadas antissepsia.
A adesão da equipe às medidas gerais de prevenção e controle de infecção ainda dependem da conscientização e mudança de hábitos dos profissionais. Entretanto, sua adoção implica a realização de atos simples e de fácil execução, tais como:
. lavar sempre as mãos antes de realizar qualquer procedimento -
um dos mais importantes meios para prevenir a infecção cruzada;
. manter os cabelos longos presos durante o trabalho, pois quando soltos acumulam sujidades, poeira e microrganismos, favorecendo a contaminação do paciente e do próprio profissional;
. manter as unhas curtas e aparadas, pois as longas facilitam o acúmulo de sujidades e microrganismos;
. evitar o uso de jóias e bijuterias, como anéis, pulseiras e demais adornos, que podem constituir-se em possíveis fontes de infecção pela facilidade de albergarem microrganismos em seus sulcos e reentrâncias, bem como na pele subjacente;
. não encostar ou sentar-se em superfícies com potencial de contaminação, como macas e camas de pacientes, pois isto favorece a disseminação de microrganismos.

Fonte : BRASIL, Ministério da Saúde. Manual de controle de infecção hospitalar. Brasília:
Centro de Documentação do Ministério da Saúde, 1985.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Atendendo o Paciente no Hospital

O paciente procura o hospital por sua própria vontade (necessidade) ou da família, e a internação ocorre por indicação médica ou, nos casos de doença mental ou infectocontagiosa, por processo legal instaurado.
A internação é a admissão do paciente para ocupar um leito hospitalar, por período igual ou maior que 24 horas. Para ele, isto significa a interrupção do curso normal de vida e a convivência temporária com pessoas estranhas e em ambiente não-familiar.
Para a maioria das pessoas, este fato representa desequilíbrio financeiro, isolamento social, perda de privacidade e individualidade, infecção comunitária - é a infecção constatada ou em incubação no ato da admissão, desde que não relacionada com internação anterior no mesmo hospital.
Infecção hospitalar - é qualquer infecção adquirida e que se manifeste durante a internação ou mesmo após a alta do paciente, cujo foco relacione-se com a realização
de procedimentos hospitalares.
A Sensação de insegurança, medo e abandono. A adaptação do paciente a essa nova situação é marcada por dificuldades pois, aos fatores acima, soma-se a necessidade de seguir regras e normas institucionais quase sempre bastante rígidas e inflexíveis, de entrosar-se com a equipe de saúde, de submeter-se a inúmeros procedimentos e de
mudar de hábitos.
O movimento de humanização do atendimento em saúde procura minimizar o sofrimento do paciente e seus familiares, buscando formas de tornar menos agressiva a condição do doente institucionalizado. Embora lenta e gradual, a própria conscientização do paciente
a respeito de seus direitos tem contribuído para tal intento. Fortes aponta a responsabilidade institucional como um aspecto importante,ao afirmar que .existe um componente de responsabilidade dos administradores de saúde na implementação de políticas e ações administrativas que resguardem os direitos dos pacientes..
Assim, questões como sigilo, privacidade, informação, aspectos que o profissional de saúde tem o dever de acatar por determinação do seu código de ética, tornam-se mais abrangentes e eficazes na medida em que também passam a ser princípios norteadores da organização de saúde.
Tudo isso reflete as mudanças em curso nas relações que se estabelecem entre o receptor do cuidado - o paciente - e o profissional que o assiste, tendo influenciado, inclusive, a nomenclatura tradicionalmente utilizada no meio hospitalar.
O termo paciente, por exemplo, deriva do verbo latino patiscere, que significa padecer, e expressa uma conotação de dependência, motivo pelo qual cada vez mais se busca outra denominação para o receptor do cuidado. Há crescente tendência em utilizar o termo cliente, que melhor reflete a forma como vêm sendo estabelecidos os contatos entre o receptor do cuidado e o profissional, ou seja, na base de uma relação de interdependência e aliança. Outros têm manifestado preferência pelo termo usuário, considerando que o receptor do cuidado .usa. os nossos serviços.
Ao receber o paciente na unidade de internação, o profissional de enfermagem deve providenciar e realizar a assistência necessária, atentando para certos cuidados que podem auxiliá-lo nessa fase.
O primeiro contato entre o paciente, seus familiares e a equipe é muito importante para a adaptação na unidade. O tratamento realizado com gentileza, cordialidade e compreensão ajuda a despertar a confiança e a segurança tão necessárias. Assim, cabe auxiliá-lo a se familiarizar com o ambiente, apresentando-o à equipe presente e a
A enfermagem desempenha importante papel no cuidado ao paciente e seus familiares durante a hospitalização, porque lhe presta assistência continuamente, 24 horas, sem interrupção, mediante o trabalho de uma equipe constituída por
enfermeiro, técnico e auxiliar de enfermagem.
outros pacientes internados, em caso de enfermaria, acompanhandoo em visita às dependências da unidade, orientando-o sobre o regulamento, normas e rotinas da instituição. É também importante solicitar aos familiares que providenciem objetos de uso pessoal, quando necessário, bem como arrolar roupas e valores nos casos em que o paciente esteja desacompanhado e seu estado indique a necessidade
de tal procedimento.
É importante lembrar que, mesmo na condição de doente, a pessoa continua de posse de seus direitos: ao respeito de ser chamado pelo nome, de decidir, junto aos profissionais, sobre seus cuidados, de ser informado sobre os procedimentos e tratamento que lhe serão dispensados, e a que seja mantida sua privacidade física e o segredo sobre as informações confidenciais que digam respeito à sua vida e estado de saúde.
O tempo de permanência do paciente no hospital dependerá de vários fatores: tipo de doença, estado geral, resposta orgânica ao tratamento realizado e complicações existentes. Atualmente, há uma tendência para se abreviar ao máximo o tempo de internação, em vista de fatores como altos custos hospitalares, insuficiência de leitos
e riscos de infecção hospitalar. Em contrapartida, difundem-se os serviços de saúde externos, como a internação domiciliar, a qual estende os cuidados da equipe para o domicílio do doente, medida comum em situações de alta precoce e de acompanhamento de casos crônicos - é importante que, mesmo neste âmbito, sejam também observados os cuidados e técnicas utilizadas para a prevenção e controle da infecção hospitalar e descarte adequado de material perfurocortante.
O período de internação do paciente finaliza-se com a alta hospitalar, decorrente de melhora em seu estado de saúde, ou por motivo de óbito. Entretanto, a alta também pode ser dada por motivos tais como: a pedido do paciente ou de seu responsável; nos casos de necessidade de transferência para outra instituição de saúde; na ocorrência de o paciente ou seu responsável recusar(em)-se a seguir o tratamento, mesmo após ter(em) sido orientado(s) quanto aos riscos, direitos e deveres frente à terapêutica proporcionada pela equipe.
Na ocasião da alta, o paciente e seus familiares podem necessitar de orientações sobre alimentação, tratamento medicamentoso, atividades físicas e laborais, curativos e outros cuidados específicos . Momento em que a participação da equipe multiprofissional é importante para esclarecer quaisquer dúvidas apresentadas.
Após a saída do paciente, há necessidade de se realizar a limpeza da cama e mobiliário; se o mesmo se encontrava em isolamento, deve-se também fazer a limpeza de todo o ambiente (limpeza terminal): teto, paredes, piso e banheiro.
No caso de transferência do paciente, os relatórios médico e de enfermagem auxiliam
na continuidade do tratamento, guardar todos os pertences do paciente quando de sua admissão.
Esse procedimento promove controle e segurança tanto para a instituição como para seus profissionais, no sentido de que nenhum pertence seja perdido/extraviado.
As rotinas administrativas relacionadas ao preenchimento e encaminhamento do aviso de alta ao registro, bem como às pertinentes à contabilidade e apontamento em censo hospitalar, deveriam ser realizadas por agentes administrativos. Na maioria das instituições hospitalares, porém, estas ações ainda ficam sob o encargo dos profissionais de enfermagem.
O paciente poderá sair do hospital só ou acompanhado por familiares, amigos ou por um funcionário (assistente social, auxiliar, técnico de enfermagem ou qualquer outro profissional de saúde que a instituição disponibilize); dependendo do seu estado geral, em transporte coletivo, particular ou ambulância. Cabe à enfermagem registrar no prontuário a hora de saída, condições gerais, orientações prestadas, como e com quem deixou o hospital.
Um aspecto particular da alta diz respeito à transferência para outro setor do mesmo estabelecimento, ou para outra instituição. Deve-se considerar que a pessoa necessitará adaptar-se ao novo ambiente, motivo pelo qual a orientação da enfermagem é importante. Quando do transporte a outro setor ou à ambulância, o paciente deve ser transportado em maca ou cadeira de rodas, junto com seus pertences, prontuário e os devidos registros de enfermagem.
No caso de encaminhamento para outro estabelecimento, enviar os relatórios médico e de enfermagem.

Fonte:  FORTES, PAC. Ética, cidadania e busca da qualidade na administração dos serviços de saúde. Saúde em Debate, v. 49, 50, p. 48 - 52, 1996.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Caracterizando a Enfermagem

A Enfermagem - reconhecida por seu respectivo conselho profissional - é uma profissão que possui um corpo de conhecimentos próprios, voltados para o atendimento do ser humano nas áreas de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde, composta pelo enfermeiro, técnico e auxiliar de enfermagem.
De acordo com os dados cadastrais do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), obtidos em outubro/2001, há no Brasil 92.961 enfermeiros, 111.983 técnicos e 469.259 auxiliares de enfermagem.
A Enfermagem realiza seu trabalho em um contexto mais amplo e coletivo de saúde, em parceria com outras categorias profissionais representadas por áreas como Medicina, Serviço Social, Fisioterapia, Odontologia, Farmácia, Nutrição, etc.
O atendimento integral à saúde pressupõe uma ação conjunta dessas diferentes categorias, pois, apesar do saber específico de cada uma, existe uma relação de interdependência e complementaridade.
Nos últimos anos, a crença na qualidade de vida tem influenciado, por um lado, o comportamento das pessoas, levando a um maior envolvimento e responsabilidade em suas decisões ou escolhas; e por outro, gerado reflexões em esferas organizadas da sociedade, como no setor saúde, cuja tônica da promoção da saúde tem direcionado mudanças no modelo assistencial vigente no país. No campo do trabalho, essas repercussões evidenciam-se através das constantes buscas de iniciativas públicas e privadas no sentido de melhor atender às expectativas da população, criando ou transformando os serviços existentes.
No tocante à enfermagem, novas frentes de atuação são criadas à medida que essas transformações vão ocorrendo, como sua inserção no Programa Saúde da Família (PSF), do Ministério da Saúde; em programas e serviços de atendimento domiciliar, em processo de expansão cada vez maior em nosso meio; e em programas de atenção a idosos e outros grupos específicos.
Quanto às ações e tarefas afins efetivamente desenvolvidas nos serviços de saúde pelas categorias de Enfermagem no país, estudos realizados pela ABEn e pelo INAMPS as agrupam em cinco classes, com as seguintes características:
Ações de natureza propedêutica e terapêutica complementares ao ato médico e de outros profissionais - referem-se às que apóiam o diagnóstico e o acompanhamento do agravo à saúde, incluindo procedimentos como a observação do estado do paciente, mensuração de altura e peso, coleta de amostras para exames laboratoriais e controle de sinais vitais e de líquidos. As ações terapêuticas complementares asseguram o tratamento prescrito, como, por exemplo, a administração de medicamentos e dietas enterais, aplicação de calor e frio, instalação de cateter de oxigênio e sonda vesical ou nasogástrica;
Ações de natureza terapêutica ou propedêutica de enfermagem - são aquelas cujo foco centra-se na organização da totalidade da atenção de enfermagem prestada à clientela. Por exemplo, ações de conforto e segurança, atividades educativas e de orientação;
Ações de natureza complementar de controle de risco - são aquelas desenvolvidas em conjunto com outros profissionais de saúde, objetivando reduzir riscos de agravos ou complicações de saúde. Incluem as atividades relacionadas à vigilância epidemiológica e as de controle da infecção hospitalar e de doenças crônico-degenerativas;
Ações de natureza administrativa - nessa categoria incluem-se as ações de planejamento, gestão, controle, supervisão e avaliação da assistência de enfermagem;
Ações de natureza pedagógica -. relacionam-se à formação e às atividades de desenvolvimento para a equipe de enfermagem.

 Fonte : http://www.cofen.com.br, 25/12/2000.
ABEn/INAMPS, 1987.